Introdução do TCC desenvolvido por mim para o curso de Psicopedagogia Institucional e Clínica.
1 INTRODUÇÃO
As crianças devem experimentar a matemática de modo lúdico, criativo e
divertido para formar os conceitos matemáticos e a aprendizagem acontecer de
maneira contextualizada. Os jogos proporcionam toda essa temática além de
introduzir regras, limites, socialização e motivação para a aprendizagem,
estreitando o vínculo entre o psicopedagogo e criança.
Piaget (2006 apud SOARES, 2008) descreve que até a idade de cinco anos
este processo ocorre de forma mais intensa e também há um constante aprendizado
a que estamos sujeitos durante o decorrer da vida. Neste período, pode-se
constatar uma mudança de comportamento e de interação com o mundo, que vai da
dependência a uma relativa autonomia de pensamento, havendo um rápido
aparecimento da linguagem e de outras representações simbólicas.
O psicopedagogo vai trabalhar geralmente com crianças que não tem essa
autonomia de pensamento no campo da Matemática a que Piaget se refere, e o
papel do profissional da psicopedagogia não é reproduzir o método usado na sala
de aula nem ser um professor particular. Ele deverá através da intervenção
psicopedagógica iniciada por uma anamnese criteriosa, que nada mais é do que
uma investigação inicial para se interar da situação e atividades diferenciadas,
levantar os possíveis motivos da dificuldade de seu paciente. Os jogos,
incluindo os matemáticos, têm participação fundamental nesse processo.
As dificuldades de aprendizagem podem ser sanadas ou amenizadas através
de jogos que considerem o desenvolvimento cognitivo e as causas desse processo
insatisfatório. Segundo Lúria (1989) é por meio do que se conhece como
aprendizagem que se adquire e se cria uma quantidade razoável de informações
que irá proporcionar a criação ou desenvolvimento de uma estrutura de pensamento
do indivíduo. Se isso já tiver ocorrido para um determinado conteúdo, a
aprendizagem servirá para um exercício desta estrutura. Tal aspecto é
importante e deve ser considerado, logo, o mais coerente é o psicopedagogo
trabalhar essas informações e o desenvolvimento do pensamento para estruturar e
organizar suas estratégias na intervenção psicopedagógica, levando em
consideração que o bloqueio que muitas vezes chamamos de dificuldade não está
relacionado à disciplina e sim a vivências pessoais da criança.
Aprender por meios de jogos é muito
mais eficiente e prazeroso para todas as idades, desde o maternal até a fase
adulta. Os jogos possuem características que fazem aflorar o interesse do
indivíduo, que se torna protagonista do processo de aprendizagem, e a confecção
dos jogos apresenta-se como uma atividade ainda mais fascinante do que apenas
jogar.
O objetivo desse trabalho é mostrar
algumas práticas que o psicopedagogo pode usar para relacionar a dificuldades
de aprendizagem de seu paciente com uma nova maneira de aprender que trará
satisfação e condições de seguir em frente em seu processo de aprendizagem; que
ao contrário de se preocupar em como ensinar o educador deve priorizar como a
criança aprende. Os jogos propostos contemplam o estímulo ao raciocínio lógico
matemático, à visão espacial, à criatividade, à concentração e dão oportunidade
ao aprendiz de trabalhar a auto-estima, o limite e autonomia, habilidades estas
importantes para um aprendizado eficaz em Matemática.
É um trabalho dentro do enfoque
construtivista, que mostra às crianças com problema de aprendizagem matemática
que independente do motivo elas podem vencê-lo e construírem seu conhecimento e
ao psicopedagogo e educador cabe explorar esse caminho permeado de jogos tão
interessantes que trará dinâmica e sucesso ao seu trabalho, porque desde que o
mundo é mundo o lúdico fascina o ser humano.